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Otto – Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos

já disse que o mais recente  cd do Otto me viciou ?

Frases como :  “não precisa falar, nem saber de mim, que até pra morrer, você tem que existir” ou “nasceram flores , num canto de um quarto escuro, mas eu te juro meu amor, são flores de um longo inverno”  da música “6 Minutos”, não saem da minha cabeça.

Eu não sou nenhuma comentarista musical, e por isso não vou ficar discorrendo sobre as músicas do cd.  Prefiro contar  como este se tornou epecial antes mesmo de conhecê-lo:  aqui no Rio, o meu melhor amigo disse que eu deveria comprá-lo. Ele não me deu pistas ou bizus das músicas. Acontece que não encontrei na livraria do meu bairro, sendo assim não o comprei de primeira. 

No último dia do ano, em Florianópolis, fiz uma pequena viagem para Bom Retiro (na Serra) onde efetivamente passei o Reveillon. Os donos do carro, um produtor musical e uma artista, colocaram um pouquinho do cd para que nós 5 ouvíssemos durante o trajeto , o que já me serviu como uma primeira dose viciante :… só ele poderia cantar “mas naquela noite que eu chamei você, fodia, fodia”… com o sotaque pernambucano tão bem colocado que a gente fica repetindo sem perceber… (risos) em “ É Crua”.

Mas, foi de volta ao Rio que logo comprei o cd e o coloquei tantas vezes para ouvir que a minha filha aprendeu as letras antes de mim -e ok, não se preocupem, que ela já sabe que “fodia” não é para sair por ai repetindo indiscriminadamente… 

Outro dia, comecei a ouvir o cd e ela falou com ar de reclamação: “Mãe, de novo o Tonho…” , e eu : ” É Otto. E faz tempo que você não escuta, eu estava viajando…” , e ela : “você que pensa, o meu pai também ouve o tempo todo!”

Apesar do cd ser fruto de uma separação, a energia extravasada não deixa ficar depressivo! Vale muito o vício!

Ney

Bom, o meu caso com o Ney Matogrosso é antigo. O amo desde que por volta dos meus 10 anos vi meu pai e minha mãe indo a um show dele num circo na Pça Onze. Eles voltaram tão encantados, que a partir dali me interessei : “ Quem foi aquele que colocou tão fácil a alegria em minha casa ?”

Ahhh…quando vi pela tv a figura do Ney pela primeira vez no palco, então tudo entendi! E desde sempre gosto muito ! Mas , eis que  fui comprar algo diferente para me desviciar do Otto e levei o mais recente dele : “ Beijo Bandido”.

Abri, coloquei no som e não suportei: é bonito demais, profundo demais e melancólico demais para o meu momento. Voltei para trocá-lo, não podia. O gerente da livraria (já meu amigo) aceitou porque pedi : “querido, só não quero cortar os pulsos…” e trouxe para casa o delicioso “Vagabundo: Ney  Matogrosso + Pedro Luis e a Parede” , o qual assisti ao show ao vivo em 2005, seguido de compra do cd (que perdi na separação). 

Sinto, mas, a minha casa tá afim de apenas sorrir, cada vez mais.

Quanto ao livro. Vai ai uma dica direta:

O mesmo gerente que falei acima (o Vitor, da Ponte de Tabuas) me indicou o autor  japones Haruki Murakami. Eu não o conhecia. Li “Após o Anoitecer”.

A história se passa em apenas uma noite inteira e os acontecimentos são enevoados. A minha sensação foi que eu descobriria algo filosófico bem interessante no final da leitura. Fiquei sem palavras para explicar o que senti durante este livro. Volta e meia me lembro de trechos da história, como se fosse um sonho que eu tive. Já estou ensaiando ler um próximo do Murakami, até porque este não é considerado pela crítica o melhor livro dele.

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