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Páscoa é renovação, renascimento em qualquer uma das religiões. E o que é renascer, se não ver tudo de uma forma diferente? Aproveitando essa época, que pra mim é mais especial do que o Natal, sobretudo por causa desse feriadão esticado e da possibilidade de estar em família, em paz, sem aquela euforia toda do comércio… segue algo para pensar:

Uma vez ouvi que existiam sempre 3 formas de lidar com um problema, seja ele qual fosse:

1- Fazer alguma mudança em si mesmo ou no ambiente para transformar o problema;

2- Abandonar o problema;

3- ou simplesmente aceitar.

Quando você usa da primeira alternativa, o problema se transforma em outro problema (menor ou maior). E isso faz com que você tenha que se recolocar: ou enfrenta, ou aceita ou vai embora , de novo. Sempre é válido, porque pelo menos você tem a chance de transformar a situação em algo mais aceitável. Porque sim, a gente transforma a realidade às vezes apenas mudando uma pequena característica na gente mesmo, no modo de falar ou de agir. Quando eu mudo, as pessoas mudam também, isso é fato. Você pode conversar com alguém que te dê uma luz , bolar uma estratégia, enfim, esta primeira possibilidade requer uma atitude. Pegar o problema pela mão, parar de reclamar (do outro principalmente) e resolver o que lhe compete.

Quando você recai sobre a segunda possibilidade e abandona o problema, você inevitavelmente vai gerar um problema maior ou um problema menor. E isso também pode fazê-lo aceitar melhor a situação. Mas, em geral, quando a pessoa age assim é porque se acha tão distante (e/ou muitas vezes tão superior) ao problema, ou a quem ela julga ser problemático, que acredita que o problema vai sumir assim que virar as costas. Mas como fazer um problema sumir, se o mesmo, só é problema porque está dentro da gente mesmo? Se você acha que a culpa está no outro, pensa bem, ele é só um instrumento para algo que afetou a você. Um espelho. No final das contas, ou o sentimento vai ser de culpa por ter abandonado algo sem resolver, ou vai ser de angústia : “e agora que sumi do trabalho, como pago as contas? E agora que mandei aquela pessoa para aquele lugar, como faço para resolver o que eu precisava? E agora?”

Já no uso da terceira possibilidade, a mais difícil de ser usada por nós, humanos, simplesmente humanos, é aceitar e seguir se transformando aos poucos, usando aquele ambiente desagradável a nosso favor, aprendendo o que há para ser aprendido, amando o que aquela pessoa nos apresenta para amar e aproveitando para mudar numa nova relação, ou numa mesma relação, aquilo que você já sabe que fez errado na anterior. Viver com os acontecimentos algo novo na mesma vida, se transformar e se adaptar ao que o mundo lhe oferece e acima de tudo, seguir agradecido por ter uma nova oportunidade de viver algo, seja com alguém, seja com um trabalho, seja com uma nova rotina, mesmo que à princípio, pareça uma boa ou uma má rotina , uma boa ou má pessoa, uma boa ou má situação. Através da aceitação a gente também muda, e a mudança interna muda o que está a volta também. Só que muda com o tempo, há que se ter muita paciência, coisa que hoje ta difícil, ninguém mais tem.

Então haja yoga, prolaxetina, meditação, análise, terapia e por ai vai. Mundo ansioso esse…

O Professor Hermógenes, grande mestre da Yoga, diz que para lidar com um problema há que usar a seguinte sentença:

Entrego, confio, aceito e agradeço.

O Ho Oponopono, filosofia espiritual do Hawai diz:

Sinto muito, me perdoe, obrigada, eu te amo ( dito ao Universo para que este coloque as coisas em “ordem”)

E uma historinha budista conta o seguinte:

“ Um homem vai ver o Buda porque soube que ele era um grande mestre. Ele tinha problemas como todos nós e achava que Buda o ajudaria. Ele diz:

– Eu sou fazendeiro e gosto de administrar fazendas, mas, às vezes não chove o bastante e a colheita é escassa…sou casado também e ela é uma boa mulher, eu a amo, mas às vezes ela me apoquenta muito e me canso dela…tenho filhos, muito bons, mas, às vezes não demonstram ter respeito por mim…

E o homem prosseguiu enquanto Buda o ouvia atentamente.

Logo que o homem parou de falar, esperava que Buda lhe dissesse algo. E Buda disse:

– Eu não posso lhe ajudar.

– O que quer dizer? Perguntou o homem surpreso.

– Todos tem problemas – disse o Buda – na verdade, todos temos 83 problemas, cada um de nós. E não há nada que se possa fazer. Se trabalhar duro em um deles, talvez possa resolvê-lo, mas, se fizer isso, outro surgirá no lugar dele.

Então o homem ficou furioso:

– Pensei que fosse um grande mestre! De que serve a sua doutrina então?

O Buda disse:

– Bem, talvez ela lhe ajude com o problema de número 84.

– E qual é ele? Indagou o homem.

– Você não querer ter nenhum tipo de problema – disse o Buda”

 

Aceitação é a chave. Até porque ninguém É, nada É…estamos em mudança o tempo todo, segundo a segundo, o mundo está em mudança; tudo o que acontece está em mudança, e tudo o que podemos levar com a gente é o que sentimos de verdade, é o que realmente nos emociona, no aqui e no agora.

Então, nessa Páscoa, desejo que você passe por um verdadeiro renascimento, aquele que te leve a ver esse mesmo mundo e as mesmas pessoas de outra forma, te leve a notar coisas que você não tinha notado nelas, te leve a sentir o que ainda não havia sentido, te leve a fazer novas e belas conexões apenas mudando a sua visão.

Boa Pácoa!

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