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Outubro/ novembro.

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Outono na França. Vi as folhas caindo no jardim. Vi a lua metade brilhante no céu. Vi meu sobrinho enorme com uma energia tamanha, correndo, brincando, de super-herói e patinete pelas ruas. Compartilhei com meu irmão e com a minha cunhada, da vida diária, me senti em casa. Vinho orgânico na mesa, passeios sem pressa, um dia inteiro de brincadeiras, sono, meditação, frio, mas nem tanto, bom casaco, boa proteção. Conversas sobre yoga, sobre relacionamentos, sobre a vida, sobre a fé…

Comecei a ler no vôo de ida um livro que conta o histórico do yoga, dos poderes milenares desta ciência sem igual, que agrupa físico, mental, emocional e espiritual, empregando uma técnica para cada coisa, e dessa forma, cuidando do homem integralmente.

livro yoga

No livro YOGA – Imortalidade e Liberdade, do romeno Mircea Eliade,  as explicações sobre os poderes adquiridos pelos sábios yoguins de todas as épocas, me leva a crer que chegou a hora de uma iniciação que vai um pouco além da prática das ásanas e da meditação. Uma iniciação que me leve a embarcar mais ainda nessa vida simples, independente e desapegada.

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“A miséria da vida humana não é devida a uma punição divina, nem a um pecado original, mas à ignorânica. Toda ignorância parcialmente abolida faz o homem dar um passo a mais em direção à liberação e à beatitude.”

“Não há senão uma via para obter a salvação: conhecer adequadamente o espírito – Quem conhece o atman atravessa o oceano de sofrimento.”

“O sofrimento permanece porque é um fato cósmico, mas perde sua significação. Suprime-se o sofrimento ignorando-o como sofrimento. É verdade que esta supressão não é empírica (estupefaciente, suicida), porque do ponto de vista indiano toda solução empírica é ilusória, sendo ela mesma uma força Kármica. A solução do Sankhya, leva o homem para fora da humanidade, pois ela não é realizável senão pela destruição da personalidade humana.”

“Para a Índia o que importa é a obtenção da liberdade absoluta. Desde que esta liberdade não pode ser adquirida na atual condição humana, e desde que a personalidade produz a dor e o drama, é claro que a condição humana e a personalidade é que devem ser sacrificadas. Esse sacrifício é aliás largamente compensado pela conquista – tornada possível – da liberdade absoluta.”

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Neste final de semana participei de um workshop de yoga e Ahimisa, de comunicação não violenta. Escutei que a inteligência está nas entrelinhas. Ou seja, a inteligência está em ouvir o que não foi dito. E o não dito, trata-se da real necessidade por trás da mensagem que foi dita, necessidade esta, sempre  latente em todo e qualquer ser-humano: cuidado, atenção, amor, segurança… ou seja, algo que todo mundo quer ter. Algo que geralmente buscamos no outro.

Hoje, sei que devo procurar a satisfação dessas necessidades em mim. E na leitura do outro satisfazê-lo em sua necessidade, se eu quiser. Seja qual relacionamento for.

No mais, a vida segue, e uma certeza: cada um da o que tem. E eu estou bem preenchida pelo yoga.

Cheguei de viagem e a empresa onde trabalho está em plena crise. E a consequência é corte de pessoal. Já foram 4 cortados. Não faço idéia dos critérios, mas sinto que a próxima serei eu!  E, incrivelmente, como se não fizesse parte do mundo “real”,  não desequilibrei. Continuo no meu caminho, no caminho do bem. E Entrego, Aceito, Confio e agradeço.

OM!

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