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sri prem baba

Mais uma vez, tive a oportunidade de estar na presença de Sri Prem Baba. Dessa vez o encontro foi marcado durante o Festival Awaken Love, no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico.

O fato de ser no Jardim Botânico já era uma graça. Em plena quinta-feira, feriado da consciência negra no Rio de Janeiro, às 16 horas, em um dia de sol bem quente, entrei no pulmão da cidade e naquele teatro lindo. O mais lindo dos teatros modernos em que já estive até hoje.

Lá dentro lotação alcançada, silêncio e mantras cantados pelo grupo Awaken Love, que acompanha o Prem Baba. Então, ele entrou com aquela presença infinita. O sol tomava o teatro, mas a temperatura estava muito agradável, porque o ar estava à toda. Foi uma palestra sobre o despertar do amor em época de grande violência. Época de desequilíbrio do feminino, causado pelo desequilíbrio do masculino. Época de virada e transformação. Verdade, pensei, tenho visto algumas amigas, especialmente, tomando uns caminhos bem diferentes na vida, alguns bastante radicais, mas todos muito transformadores. Eu também tomei um caminho que acho bem meu. E é também radical em alguns pontos. Por exemplo, na relação homem e mulher.

Dizia o Prem Baba: a energia masculina quando equilibrada é ação, quando desequilibrada é violência. A energia feminina quando harmonizada é receptividade, quando em desarmonia é submissão. O desmatamento é uma ação violenta em cima do feminino. A falta de tempo é um desequilíbrio do masculino em cima do feminino. O feminino é espera, gestação. O masculino é o que fecunda,é a ação.

Alguém duvida que estas energias estão desequilibradas nos tempos atuais? Não é nem mais uma amostra sutil. Hoje, o que estamos vivendo no mundo é isso em qualquer lugar: desarmonia, desrespeito com a natureza, e com a natureza de um e de outro. Muitos homens querem, exigem até,  que as mulheres tenham o mesmo jeito de lidar com o amor, com o sexo, que eles mesmos. Mas depois, reclamam que só tem mulher objeto, que não existe uma mulher companheira na vida…as mulheres tomam à frente e as decisões, muitas vezes, passando por cima de suas próprias naturezas, isso para que possam atender ao mundo moderno com suas pressões e cobranças… e acabam mutiladas. E assim, vamos destruindo tudo, da natureza aos seres-vivos, acabando com a nossa própria forma de funcionar.

Que bom seria que cada um valorizasse no outro aquilo que não encontra em si mesmo. Que bom seria se valorizássemos as energias feminina e masculina exatamente como são, tanto no homem quanto na mulher!

Eu estou em paz e estou sozinha. Estou sozinha por escolha mas, também porque não quero mais tentar me harmonizar com o desequilíbrio.  Antes ficar em paz comigo mesma, do que lutando com alguém!

Não quero mais nenhum cara que não valorize o que eu tenho de melhor. Defeitos, tenho sim, como todo mundo tem. Mas meus valores são únicos, pode crer. Quero alguém que se veja assim também, que se cuide e que queira ter as suas atitudes  valorizadas.

Outra coisa: preciso de um companheiro espiritualizado. Que veja no sexo não apenas a carne. Que valorize a aventura do viver a dois e tenha a vontade de harmonizar essas energias. E saiba, tenho mexido com energias muito sutis, mas por isso não me tornei mais frágil, pelo contrário, fiquei um pouco mais distante e assim, com mais possibilidade de raciocinar sobre o que antes apenas me envolvia. Logo, mais forte, mais dona de mim mesma.

Por isso, essas agora são as minhas festas: aulas, retiros e encontros espirituais. Por isso, o choppinho do final de tarde foi devidamente trocado por uma tarde de remada na praia, bom papo, bom livro, bom filme, boa comida e tempo para ásanas e meditação.

Nunca havia estado tão em paz. Esse verão  promete.

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