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foto 1 (19) Desde que vim para ca não tenho ouvido nada. Ainda não achei tudo. Na minha casa dois colchonetes voltaram a fazer às vezes de sofá e pensa que me importo? Nem ligo. Temos espaços e mezaninos a serem preenchidos. E isso me satisfaz.

 

 

foto 2 (16)Não tenho emprego, decidi não trabalhar mais sem coração e agora vou fazer serviço desinteressado para uma boa causa. Isso me preenche e me traz vitalidade.

Não tenho um milhão de amigos e por isso mesmo minha circulação social diminuiu muito. Vou somente onde quero mesmo e muito, com quem quero mesmo e muito, para fazer algo que queira mesmo e muito. Em casa tenho muitas coisas para fazer e nunca estive tão em paz comigo mesma e com a minha filha. A família voltou a ser um foco de grande importância na minha vida. Por isso, aqui voltou a ter comida feita no fogão todos os dias. Empregada só uma vez por semana. Roupas, não tenho interesse em comprá-las já faz alguns meses. Vida simples e boa.

Meu maior interesse está na meditação, nas ásanas, no aprendizado. Ficar com a cabeça vazia e com esse sentimento de liberdade é tão viciante quanto um remedinho tarja preta. Não é à toa que muita gente da vida louca se encontrou nessa vida de luz.

Durante o carnaval, num retiro no sul (em Viamão), pude entender mais sobre a filosofia da qual faço parte, onde encontrei uma família espiritual. Meditações e kirtans devocionais desde as cinco da manhã, em horários alternados com palestras, ásanas, trabalho e muita alegria e inspiração. Em horários livres os monges de todos os lugares do mundo, se juntavam com os discípulos para jogar futebol,  capoeira, vôlei ou simplesmente para conversar sobre as práticas de meditação no gramado em frente a sede. Conheci pessoas que sentem parecido comigo, de todas as idades. Pessoas que realmente estão colocando em prática aquilo que tem recebido. Entendi muita coisa que ainda não compreendia…

E foi emblemático na volta do retiro, o fato de que ainda no aeroporto, me senti andando em câmera lenta, mas na realidade não estava. Na minha mente eu podia perceber tudo e ouvir tudo com tamanha lentidão que nada me escapava. Mas eu estava fora, como num sonho, eu me senti fora da matrix. Entendi muito sobre a força das palavras, por isso a luz e a sombra de um nome espiritual, de um mantra, e até de um simples palavrão usado para pontuar frases como se não fosse nada. Ando numa atenção sem tensão, numa calma viva, ligada. Tenho feito muito mais do que fazia antes, sem perder a calma, no controle da respiração. E ninguém mais vai me convencer de que vim a este mundo para aprender através do sofrimento, simplesmente, porque aprender através do amor é muito melhor! Na fazenda onde participei do retiro, uma figueira centenária fazia as vezes de santuário para àqueles que perderam a meditação ou que simplesmente quizessem meditar sem a presença do grupo. Eu mesma, fiz o meu ritual lá duas vezes durante o retiro. Eu já havia escrito sobre uma árvore centenária que eu imaginei que um dia estaria meditando embaixo dela com alguém muito importante para mim.Era esta árvore.

foto 5 (9)Ela existe e estava lá! Nesta árvore presenciamos um casamento indiano, segundo a filosofia Anada Marga. Foi emocionante, estimulante, sem frescura, lindo demais! As promessas que os noivos fazem um ao outro na filosofia são: eu prometo proteger a sua paz e ajudá-lo na sua evolução espiritual. Porque não há nada melhor do que ter paz. Nada.

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