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mergulho

Cuidado!

Não mergulhe em águas rasas, mesmo que pareçam tão conhecidas.

Águas rasas são rasas e ponto final.

O risco? Machucar-se ou até mesmo quebrar o pescoço irreversivelmente. Proteja seu pescoço.

Algumas pessoas vão partir (através da morte ou mesmo da vida) e levar parte de outras pessoas com elas. Partes roubadas muitas vezes. Podem levar a psiquê, a auto-estima do outro, podem roubar energia, ou mesmo uma parte física, um órgão ou a vida. Chamam esses,  que levam partes físicas ou a vida, de psicopatas. Mas quanto aos outros? Passam por nós como se não fizessem tão mal. Mundo muito materialista esse, até nisso!

Procure ficar atento e olhar através do espelho, no fundo de seus próprios olhos; da escuridão, firmemente e então você vê; olhe também através do outro.  Procure olhar através mas, não se apegue e não julgue. Outro dia, sem querer, exercitando isso, vi através de um amigo meu e tive minha compaixão aumentada por ele. Ele é tão convencido de que é “o cara”, “o tal”, mas o vi como ele é no fundo de si mesmo. O olhar dele e o sorriso já denunciavam, depois comprovei. O caminhar, o jeito de colocar as mãos, o corpo, a alma…tudo me revelou um bebê, ainda no berçário. Um bebezinho desajeitado…isso foi incrível!

Não é mais segredo que o olhar do observador modifica o curso das partículas. Mas você entende o que isso quer dizer? Primeiro que, mais do que tudo, não devemos mesmo julgar nem para o bem, nem para o mal. Apenas observar o evento e deixar ele passar.  Isso vale para as próprias atitudes.  Ah, parece fácil…mas não é. Isso porque, na maioria do tempo, pensamentos, palavras, sentimentos e atos estão em modo automático. Perceba. Somos um tanto quanto mecânicos todos os dias. Não há consciência, logo, não há liberdade. Para estar consciente é necessário treinar, todos os dias, como se estivesse aprendendo a tocar um novo instrumento. É necessário perseverar. O eterno meditar e entregar.

Algumas pessoas acham mesmo que o meditador, seja de qual linha for, viva sem dores, sem problemas, sem… isso é tão irreal! O que acontece é que vai-se ganhando aos poucos uma consciência maior, um cuidado maior com as atitudes, uma observação maior do outro. Mas o “maior” pode ainda ser muito pouco. Tudo depende do referencial. De qual ponto aquele praticante partiu? A evolução de um praticante espiritual sempre será pessoal e intrasferível.

Só uma coisa, você não deve realmente esquecer.

Não mergulhe em águas rasas. O problema do momento não é com a qualidade das águas, até porque, você nunca vai saber ao certo.

Podem ser puras e cristalinas, se forem rasas, não mergulhe. Se quiser entre cuidadosamente, pé ante pé.

Já se forem turvas e obscuras, e ainda rasas, apenas observe. Ou se já roubaram pedaços de sua psiquê, ou mesmo, deixou cair por aí, apenas fuja. Fuja bem depressa.

 

 

 

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