Mais poéticos

Coringa

Seca. Fisicamente forte. Imensamente sozinha.

Posso sentir cada palavra dita

Em um bate e volta ininterrupto na minha cabeça.

Não acredito mais

E nem sonho.

É um tal de dormir , acordar e cumprir …

Cansei de teclas e monitor,

E a Nina se foi.

O que vem a ser  isso ?

No que eu estou me transformando ?

`As vezes acho que vou virar um robô, cheia de sentimentos para sempre escondidos, trancados, mal-usados.

Porque são mal interpretados, mal conduzidos e principalmente não aceitos.

Sempre me senti uma carta fora do baralho.

Hoje , apesar de integrada,

Não sou Dama e quiça Rainha.

Continuo aquele Coringa eternamente bobo,

Com uma muda de roupa `as costas, esperando as surpresas da vida.

Faça-me rir

Livre ?

Livre porque não se prende a nada  ?

Livre porque faz o que quer, sem pensar  ?

Livre porque fala o que não sente, sente o que não assume e assume o que não quer ?

Livre porque  não chega a lugar nenhum ?

Desculpe, isso não é liberdade.

Liberdade não é fazer qualquer coisa e se estraçalhar!

“Liberdade se conquista”, já dizia a minha mãe.

E liberdade e sofrimento não combinam…

que  liberdade é essa que deixa a pessoa presa  no mesmo círculo vicioso ?

Antes de ser borboleta, a lagarta vive um casulo e uma transformação. Ela cresce, amadurece.

Todo pássaro aprende a voar.

Sinto muito, mas essa liberdade não passa de uma prisão disfarçada.

Com um revólver repetidamente apontado  para a própria cabeça.

Inibida

Por um lado, atividade total

Por outro, um break na vida…

Estou inibida.

Por um lado uma força que me lança e

me torna Rainha,

Por outro, um coração tão apertado que não suporta a aceleração.

Dúvidas, incertezas, limites pré-estabelecidos…

A angústia de um caminho sem seta.

Parece que minha intuição morreu,

E no lugar sobrou um pensamento repetitivo, repetitivo…

O seu rosto como um sinal brilhante gritando em alerta.

Tarde demais…

Tarde demais para perceber que você foi o predador da minha psique.
Uniu-se diabolicamente com o meu lado mais auto-destrutivo para me detonar aos poucos,
acabar aos pouquinhos com as minhas verdades, sempre questionadas,
com as minhas opiniões, sempre inadequadas,
com os meus valores, reduzidos a pó.
Eu que antes via tudo, farejava tudo ,fui acusada tantas vezes de encrenqueira,
para depois, ter que resolver com minhas próprias mãos os problemas pequenos, tendo sido quadruplicados.
Quem ama demais não deveria detonar o outro desta maneira.
Sempre dando muito aos olhos alheios, destruindo em troca o que eu tinha de mais valioso: a minha alma.
E hoje, vendo como fala comigo e o seu ar de bom moço,
Vejo o quanto fui esse tempo todo mal-amada, amor de mentira, amor de prisão.
Me sinto apenas uma mulher sugada!!!! Mas, ainda luto com o vilão…
Esse vilão que aos olhos dos outros é tão bonzinho, tão bacana, quase irmão.

O momento é de transição

De repente começou a escoar… com prazer,
como se eu houvesse morrido
e de mim saísse tudo que por tanto tempo escondi.
Mas, vá lá, o meu sangue é vermelho
e minhas vísceras medonhas, como as de todo o mundo!
No vôo em que me arrisco,
na incerteza com que me lanço,
na certeza com que me lanço…
no embalo que não tenho e no colo que até já descobri,sigo achando que sou capaz,
achando que sou incapaz,
ouço o teu chamado perpendicular…
e não chamo nenhum outro,
com o fio de voz que me sobrou.

Guardo e aguardo.

Porque ao descer, nesse intervalo tão remoto,
o que escuto ainda é uma espécie de confirmação,
mas, nada posso fazer,
e tudo posso fazer…

a única possibilidade real agora é  Ser.

sem margens, mas com limites

Alargou-se o pensamento
que de tão grande
já não vejo as margens…
Alargou-se o movimento,
veio consistente, persistente,
no intúito de encontrar…
Libertei minha essência
te encontrei nela,
e me deu medo.
Vi o meu sorriso,
no teu rosto sorrindo,
e a sua fala,
na minha boca falando,
e o mesmo sentimento,
escondido, inibido,
quase pedindo desculpas,
sem querer ultrapassar
limites declarados.

Postado por Lu Lopes às Quinta-feira, Janeiro 07, 2010 0 comentários

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